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O destino dos órfãos por feminicídios em Santa Catarina

 

"Romper ciclo da violência é um dos desafios", diz psicóloga que atua na assistência às vítimas

Atuante no Centro de Referência de Assistência Social de Florianópolis (Cras), a psicóloga Sandra Regina da Silva Coimbra destaca que o acompanhamento profissional é essencial no apoio a crianças e adolescentes que enfrentam situações de feminicídio nas famílias, tanto para que elaborem o luto em relação à morte da mãe, mas também para que não repitam ações violentas.

- Na maioria das vezes, a violência é um fenômeno que se repte de geração a geração. O profissional precisa interromper o ciclo da violência. A gente precisa demonstrar para a criança que existem outras formas de relacionamento que não são violentos. É normal que haja alguns transtornos no começo, agressividade, isolamento, depressão. Por isso o acompanhamento é tão importante.

Sandra Regina também destaca a importância do papel daqueles que ficam com a guarda das crianças. A psicóloga comenta que cabe a essas pessoas transmitir afeto e falar sempre a verdade, sem, no entanto, expor detalhes dos crimes.

- A criança precisa se sentir amada, acolhida. Ela precisa ter condições de expressar os sentimentos. Porque o problema não é sentir raiva, mas é o que a gente faz com essa raiva. Então, é fundamental que a guarda fique com uma pessoa acolhedora, tolerante, que esteja ciente de que a criança vai apresentar uma série de dificuldades.

Conselho Tutelar tem papel crucial

O atendimento a crianças e adolescentes em famílias onde há casos de feminicídios é feito inicialmente pelo Conselho Tutelar da cidade em que ocorre o crime, conforme estipula o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Trata-se de um procedimento padrão, que ocorre sempre que há uma situação de violência envolvendo menores de idade. São os conselheiros quem vão decidir sobre o destino inicial dos envolvidos.  

- A família nuclear, composta pela avó ou avô, tio ou tia, ou mesmo o pai, quando não for ele o causador do crime, tem preferência neste momento. Caso não haja nenhum familiar, a criança é encaminhada para um serviço de acolhimento, que são os abrigos – explica a secretária de Assistência Social de Florianópolis, Maria Cláudia Goulart da Silva.

- Nesses casos, a criança vai para uma casa de acolhimento onde vai ser atendida e acompanhada pela assistência social, até que surja alguém da família extensa. Se não surgir ninguém, o juizado faz um estudo social e provavelmente ela seguirá para adoção – complementa a conselheira tutelar Alessandra Beatriz da Silva, que atua na região continental de Florianópolis.

Os conselheiros tutelares também são responsáveis por encaminhar as crianças e adolescentes para atendimento no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), para acompanhamento posterior da família envolvida. O tratamento psicológico das crianças depende de cada caso, e em geral é feito nas unidades de saúde. Situações de alta complexidade podem ser encaminhadas ao Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi).

- Muitas famílias acabam não esperando a saúde pública e vão a clínicas com preços sociais. Acabam optando por essa alternativa para não ter que esperar – acrescenta a conselheira tutelar Alessandra Beatriz da Silva.

 

Fonte: CRP-12

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