Psicóloga/o e as práticas antirracistas


O dia 13 de maio comemorava-se o dia da Abolição da Escravatura. O SinPsi-SC compreende a importância de ressignificar a data, ensinada como um momento de libertação na História do Brasil, mas que teve motivação econômica, e não libertou efetivamente pessoas negras escravizadas. É importante transformá-la em momento de reflexão e autocrítica, por uma psicologia antirracista.


Nossa reflexão é dupla: enquanto Psicóloga/o que lida com o racismo em suas intervenções cotidianas e

como Psicólogas/os preta/os, que enfrenta o racismo dentro da sua categoria.


Você, Psicóloga/o negra/o, que impasses enfrenta no cotidiano? É sintomático a quase ausência de dados em SC acerca da condição da/o Psicóloga/o negra/o. Nos impacta os acontecimentos envolvendo as disputas ainda necessárias para inclusão, dentro de nossa categoria, de questões acerca do racismo, para além de uma representação esvaziada.


No sentido de pensar e agir contra o racismo, o preconceito e a violência estrutural e institucional contra pessoas negras, pontuamos as desigualdades que se mantém nos ambientes de trabalho: 63,7% das pessoas sem trabalho formal são negras, 65% das trabalhadoras em espaços domésticos são pretas e têm renda inferior a um salário mínimo. Será que esses dados se replicam em relação a nossa categoria profissional?


Reiteramos as perguntas colocadas pelo Manual de Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas/os sobre Relações Raciais do CFP em 2017: Como psicóloga(o), você já pensou em como o racismo pode afetar nas diversas áreas da vida e do cotidiano de negras e negro(a)s brasileiras(os) e, ao mesmo tempo, privilegiar pessoas brancas? Você já pensou que, como formador(a) de opinião, é uma pessoa privilegiada para contribuir com a luta antirracista? E você? Como tem construído a sua atuação antirracista? Que condições ainda faltam para o enfrentamento do racismo cotidiano? Conta pra gente nos comentários!



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